Análise de Dead Rising 3.
Análise do Dead
Rising 3
Iniciar uma nova geração definitivamente não é uma tarefa
muito fácil. Tudo é uma novidade, seja para os jogadores como também para a
própria produtora.
Dead Rising 3, um jogo que
começou a ser produzido no Xbox 360, mas que devido as ambições de seus produtores
e a nova tecnologia da Microsoft, foi decidido em comum acordo, que o jogo
deveria ser levado à nova geração, sendo um dos títulos de lançamento para o
Xbox One. Feito isso temos então Dead Rising 3, um jogo de mundo aberto, que
segundo os produtores será muito maior do que vimos nos jogos anteriores e que
chega para a nova geração de consoles recheado de novidades, entre elas - e a
mais visível de todas - uma enorme quantidade de zumbis.
Iniciar uma nova geração
definitivamente não é uma tarefa muito fácil. Tudo é uma novidade, seja para os
jogadores como também para a própria produtora, mas mesmo assim a Capcom
resolveu assumir esse desafio para oferecer um título que realmente deixe os
jogadores impressionados. Se a produtora conseguiu alcançar seus objetivos, é o
que vamos descobrir agora.
Apesar de tanto entusiasmo por
estar de fato com a nova geração em mãos, Dead Rising 3 infelizmente não nos dá
essa impressão após algum tempo com o jogo. Definitivamente se trata de um jogo
com uma proposta interessante - apesar de saturada - mas que além de zumbis, é
também a nossa entrada para uma nova geração de expectativas.
Em primeiro lugar, os gráficos
são bem elaborados, mas não são impressionantes. Por mais que tenhamos em mente
que Dead Rising 3 é um jogo para a nova geração, não conseguimos ficar com essa
impressão. A baixa resolução do jogo (720p) não evita um gráfico cheio de
serrilhados e texturas de baixa qualidade com alguns objetos aparecendo do nada
bem na nossa frente. Algo que honestamente eu não esperaria encontrar nessa
geração de consoles.
"Mesmo com
a promessa de um mundo aberto bem maior que os jogos anteriores, Los Perdidos é
relativamente limitada, onde no decorrer da campanha iremos passar inúmeras
vezes pelos mesmos locais enquanto tentamos cumprir o objetivo de cada missão.”
Gráficos a parte Dead Rising 3
felizmente tem mais a oferecer. O enredo do jogo se passa 10 anos depois do
último episódio na cidade fictícia de Los Perdidos. Aqui o jogador entra na
pele de Nick Ramos, um mecânico que precisa lidar com uma epidemia inexplicável
de zumbis que buscam apenas saciar sua fome por carne humana em uma cidade que
literalmente não oferece tantas opções para esses mortos vivos, já que o número
de zumbis é infinitamente maior do que o número de pessoas ainda em sã
consciência.
Mesmo com a promessa de um mundo
aberto bem maior que os jogos anteriores, Los Perdidos é relativamente
limitada, onde no decorrer da campanha iremos passar inúmeras vezes pelos
mesmos locais enquanto tentamos cumprir o objetivo de cada missão. No entanto,
a jogabilidade sem dúvida é o grande destaque aqui. DR3 é simplesmente
divertido de jogar e oferece uma estrutura que nos leva a vários desafios e
missões secundárias, além da campanha principal.
Temos aqui uma variedade enorme
de edifícios, uma infinidade de armas (graças ao sistema de personalização),
veículos e o principal... zumbis, muitos zumbis. Entre as armas poderemos
utilizar o que estiver ao nosso alcance como, por exemplo, marretas, serras,
espadas, granadas, barras de ferro, facas, armas e por que não uma caixa
registradora. Os veículos também são fundamentais e acabam funcionando como
armas, já que é possível sair atropelando uma infinidade de zombies que estão
presentes pelas ruas. E assim como acontece com as armas, os veículos também
poderão ser personalizados e transformados em verdadeiras máquinas de guerra.
Outro fator interessante em DR3 é a
possibilidade de utilizar o kinect e o Smartglass. Com o Kinect podemos
realizar alguns comandos de voz como também realizar algumas ações como
simplesmente gritar "aqui" para atrair a atenção do zumbi, por
exemplo. Já o Smartglass literalmente prolonga a experiência para fora da tela.
Com o Smartglass o jogo recebe três missões exclusivas, onde um personagem do jogo
faz contato pelo celular para completarmos algumas missões. Vale lembrar que
quem não tiver Smartglass, não poderá acessar a esta parte do jogo.
Para finalizar temos os irônicos chefes de fase
- veja a descrição de cada um
aqui. Esses chefes que vamos encontrar
pelo jogo, não passam de pessoas normais que se tornam verdadeiros psicopatas
com o surto de zumbis. Esses chefes representam combates muito divertidos que
vão desde um um asiático imigrante até um cara extremamente viciado em
videogames.
Sendo assim, Dead Rising 3 não pode ser
considerado um jogo ruim, mas um jogo que honestamente não mostra um potencial
de nova geração. É um título divertido, mas não é um título que nos faz dizer
"wow". Isso porque ele não acrescenta muitas novidades, a não ser um
número exagerado de zumbis. Como eu disse no começo a Capcom assumiu esse
desafio com uma série de tradição, mas que ainda precisa melhorar em alguns
fatores para começar a escrever sua história na nova geração de consoles.

Comentários