Análise do Assassin’s Creed 4 Black Flag.
E ai pessoal aqui quem fala e o Thiago mais conhecido como
ZZZGamesBR e hoje estou trazendo a nossa primeira Análise, e hoje tentarei
contar a vocês um pouco sobre o jogo Assassin’s Creed 4 Black Flag.
Ao se
distanciar de diversos elementos que definem a série, Assassin’s Creed Black
Flag consegue ser o melhor jogo da franquia em um bom tempo.
Após Assassin's Creed III achei que a série estava acabada para mim. A história monótona de Connor
retirou de mim e de algumas pessoas qualquer interesse que tinha naquele mundo
com seus deuses antigos, problemas relacionados ao sol e a constante luta entre
templários e assassinos. Além disso, as mecânicas que chamaram tanto a atenção
nas aventuras de Ezio eram àquela altura mais problemáticas do que prazerosas,
o que me deixou com a sensação de que eu havia passado a maior parte do tempo
lutando contra os controles para conseguir executar as mais simples das ações.
Mas, surpresa, sobre o game Assassin's Creed IV: Black Flag toma boas decisões,
se afastando de diversos pontos que são centrais à série. Em vez de consertar
mecânicas que precisam de reajustes, AC IV reduz a importância delas,
implementando em seu lugar outras mais interessantes. Se a presença de grandes
cidades é essencial para vocês, então o novo jogo da franquia pode te
representar um retrocesso. Espiritualmente ele continua se encaixando na série,
mas mecânicamente é o mais diferente de todos. No meu caso, Black Flag me
cativou justamente por ser menos Assassin's Creed do que eu esperava
inicialmente. E por causa de piratas, é claro.
Não entenda com
isso que você não passará um bom tempo escalando prédios, muralhas e árvores,
saltando em cima de vítima desavisadas e encerrando a vida delas com lâminas
escondidas em seus pulsos. Todos os elementos necessários a um Assassin's Creed
estão em Black Flag, eles apenas são menos constantes e relevantes do que antes.
O motivo disso está
na importância dada ao navio que comandamos, o Jackdaw, e o tempo que passamos
a bordo dele. Em vez de se concentrar em duas ou três grandes cidades, Black
Flag tem uma mapa vasto, porém composto majoritariamente de mar, com ilhotas e
pequenos vilarejos encontrados esporadicamente. Mesmo a maior de suas cidades,
Havana, não chega perto do tamanho dos centros urbanos vistos anteriormente.
Essa troca é a
decisão mais inteligente tomada em Assassin's Creed IV e, a cada vez que o jogo
me impunha a perseguir alguém ou ouvir uma conversa alheia de maneira furtiva,
eu me questionava por que ele não se livrou completamente dessas partes - de
longe as coisas mais chatas de todo o título. Assim como em Assassin's Creed
III, Black Flag insiste nesses tipos de missão muito mais do que deveria e não
há nenhum momento em que elas são prazerosas. Há muita tentativa e erro
envolvido no processo de entender qual o melhor caminho a ser traçado e qual
oferece maiores oportunidades de furtividade. Além disso, as informações
obtidas são sem graça, com contexto apenas no objetivo que temos em mãos e não
em algo maior. Não ajuda também que, principalmente nas cidades de porte maior
como a já citada Havana, é comum que a taxa de quadro caia para dígitos únicos
- ao menos no PlayStation 3 e Xbox 360.
Além disso, todo o
aspecto de "parkour" da série precisa de sérias revisões pois, a essa
altura, ele apresenta mais frustrações do que diversão. O simples ato de andar
reto é às vezes um desafio e é comum que em perseguições nosso personagem
decida escalar uma parede aleatória e não aquela que queríamos. Falhar pode ser
parte integral da experiência de jogar um videogame, mas apenas quando sentimos
que a culpa do erro está em nossas mãos. Tudo é tão automático em Assassin's
Creed, especialmente no que se refere à plataforma, que quando algo sai de
forma diferente do esperado não há como nos prepararmos melhor para que aquilo
não ocorra novamente. Não há como nos tornarmos melhores quando o erro é do
jogo e não do jogador.
Nenhum desses problemas é
visto quando estamos navegando. O jogo não só é muito mais bonito quando
estamos deslizando pela água como tudo parece novo e fresco. Há algo incrível
no mero ato de velejarmos de um ponto ao outro, ainda mais, estranhamente,
quando nada está acontecendo. O silêncio que envolve nosso navio, e quebrado
apenas pela cantoria de nossos marujos me deixa com mais vontade de jogar, aquele mundo diversas vezes e é difícil
imaginar qualquer outra mídia que seja capaz de nos ambientar em outra
realidade de maneira tão forte.
Pela primeira vez
em muito tempo as atividades secundárias de Assassin's Creed oferecem um
propósito palpável. Enquanto comprar novas espadas e pistolas para Edward
Kenway, o protagonista, continua sendo perda de tempo por causa da facilidade
dos combates corpo a corpo, melhorar as capacidades do Jackdaw é um desejo que
tive o jogo todo, do começo ao fim. Cada canhão mais forte adquirido ou
capacidade extra de armazenagem é na hora sentido, incrementando aos poucos
suas habilidades de cruzar os mares sem medo de qualquer oposição que apareça.
Por conta disso, atividades secundárias que por si só não são muito
interessantes - como seguir mapas que indicam tesouros enterrados ou mergulhar
e explorar destroços de navios afundados - acabam sendo recompensadoras, pois é
através de muitas delas que conseguimos planos que permitem melhorar o navio ao
máximo. E por mais que sem que você perceba de repente passe a derrotar navios
de guerra e fortes sem problemas, os quatro cantos do mapa são rondados por
"navios lendários" que no início do jogo conseguem - literalmente -
nos derrotar com um só golpe. Na verdade, mesmo tendo chegado ao fim da
aventura e comprado quase todas as melhorias do meu navio.
Nota 4 de 5
Assassin's Creed IV: Black Flag
Desenvolvido pela Ubisoft Montreal
Distribuído pela Ubisoft Entertainment
Disponível para PlayStation 3, PlayStation 4, Xbox 360, Xbox One, PC e Wii U.
Desenvolvido pela Ubisoft Montreal
Distribuído pela Ubisoft Entertainment
Disponível para PlayStation 3, PlayStation 4, Xbox 360, Xbox One, PC e Wii U.


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