Análise de Mario kart 8.
Mario Kart 8
Um novo
"Mario Kart" nunca é surpresa. Desde o Super Nintendo que todo
console que se preze da Nintendo ganha uma versão própria da querida série de
corrida - com exceção, claro, do mal fadado Virtual Boy.
Com
"Mario Kart 8", porém, a expectativa não era tanta por novidade, mas
sim por excelência: não basta o peso de ser o primeiro da franquia em alta
definição, trata-se também de uma das principais investidas da Nintendo para
convencer muita gente a comprar um Wii U, que ainda não deslanchou tanto o
quanto se espera dele.
Para os fãs
'torcedores' da Nintendo e os indecisos com relação a comprar um Wii U,
felizmente o jogo entrega bem quase tudo o que se espera - e ainda tem
potencial para crescer mais.
De cara, o
visual em alta definição chama a atenção de qualquer e conquista de cara, com
estilo que lembra muito dos melhores filmes em computação gráfica ao estilo
Pixar e DreamWorks. Tudo rodando a 1080p (em upscale, é verdade) e praticamente
60 frames por segundo, para quem se preocupa com este tipo de detalhe.
Em termos
técnicos, é um dos "Mario Kart" mais equilibrados e variados. Temos
os carrinhos e motos do Wii, a personalização de veículos que tanto marcou nos
portáteis e trechos aéreos e aquáticos, que estrearam no 3DS. O sistema
anti-gravitacional dos veículos chega com ares de novidade, mas é mera
perfumaria e pouco muda de fato nas partidas, servindo melhor para os replays,
quando é possível ver os carrinhos e motocas andando pelas paredes e afins.
Além disso,
a oferta de controles é grande e atende todos os gostos. Quer jogar no GamePad
com botões e alavancas? Ok. No GamePad, mas com os sensores de movimento? Vale
também. Pro Controller, Wii Remote, volante de plástico, direcional digital?
Pode também. Jogar apenas na telinha do GamePad? Claro que sim, como não. Se
bobear, até o controle do GameCube vai funcionar quando sair o adaptador para
Wii U.
O modo
online volta praticamente idêntico, com opções limitadas, mas um sistema que
funciona bem para achar rapidamente partidas contra pessoas do mundo todo. A
novidade fica por conta dos replays, que podem ser editados de forma prática e
compartilhados com o mundo todo, incluindo uma conveniente integração com o
YouTube - que não é tão ágil quanto gostaríamos ou já vimos em outros lugares,
mas cumpre o papel que lhe cabe.
Potenciais
reclamações ficam por conta da lista de percursos e alguns personagens ausentes
em comparações a versões anteriores. Por que não incluir mais pistas retrô?
Para veteranos, pode ser um pouco decepcionante ver traçados queridos que
voltaram em "Mario Kart Wii" ou "7" para depois 'perdê-los'
em "MK8". Vale o mesmo para personagens queridos, como Diddy Kong.
A resposta
talvez esteja em conteúdos adicionais para o game, como acontece na inusitada
inclusão de uma Mercedes-Benz na lista de veículos. Por que não imaginar pacotes
de pistas e pilotos para o futuro?
Independente
disso, fato é que o conteúdo já presente de cara em "Mario Kart 8" é
o bastante para conquistar de cara os fãs de longa data da série e fazer muita
gente pensar em dar uma chance para o Wii U ou ao menos 'dar uma jogadinha' de
vez em quando.

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