Lançamentos com Mortal Kombat X, Naruto Shippuden: Ultimate Ninja Storm Revolution e muito mais...

O BJ conheceu mais a fundo o novíssimo Mortal Kombat X.

Mortal Kombat sempre foi tema de muita discussão entre fãs de jogos de luta. Por um lado, a popularidade da franquia é inegável, por outro, seu sucesso na década de noventa foi muito mais atribuído por causa das polêmicas acerca da violência do que por uma boa jogabilidade. Por esta razão, MK acabou perdendo muito do seu fôlego depois do terceiro jogo da série, uma vez que as novidades e as polêmicas haviam parado.
Em 2011 a Netherrealm, um novo estúdio nascido das cinzas da antiga Midway, decidiu que era hora de tornar Mortal Kombat popular de novo. Pela primeira vez um jogo da franquia conseguiu ganhar adeptos entre pro-gamers, voltando para a jogabilidade em duas dimensões a uma narrativa que voltava para os jogos originais da série.
Mortal Kombat era na verdade o nono jogo da franquia, mas optou por utilizar o nome do primeiro por se tratar de um reboot da série. O título se tornou um enorme sucesso de crítica e público levando a Netherrealm para uma categoria de prestígio entre as desenvolvedoras de jogos de luta. Pela primeira vez foi possível ver MK ao lado de gigantes como Street Fighter eTekken nos campeonatos mundiais.
No mais recente Warner Summit, nós do BJ tivemos a oportunidade de jogar o novo Mortal Kombat X, além de conversar com um dos produtores do jogo, Hans Lo. Entre as novidades que ele nos contou está a confirmação da presença do criador da série, Ed Boon, durante a BGS desse ano, que vai acontecer de 8 à 12 no ExpoCenter Norte.

Nossa impressão sobre o jogo

Tivemos a oportunidade de jogar por quase meia hora o novíssimo Mortal Kombat X, e conseguimos experimentar todos os oito personagens disponíveis, além dos quatro cenários presentes no demo.
Vamos começar falando um pouco sobre as principais diferenças entre este título e seu antecessor. Primeiramente é possível ver as influências claras de Injustice nele, especialmente no que concerne os cenários, com dezenas de elementos interativos. A dição é um ponto legal, mas não chega a ser algo transformador.
A principal mudança se encontra na presença de três estilos de jogo diferentes para cada personagem. Basicamente, depois de selecionar o seu lutador você é obrigado a escolher alguns elementos de combate diferenciado. Estes elementos extras incluem golpes normais e especiais exclusivos de cada forma, além de uma pequena transformação em termos de aparência.
Os novos personagens são todos interessantes também, em particular a dupla Ferra e Tor, que por serem dois personagens que lutam juntos acabam trazendo algo realmente novo. As outras novidades ficam por conta de D’vorah, uma rainha inseto humanoide, o guerreiro asteca Kotal Kahn e a filha de Sonya Blade com Johnny Cage: Cassie Cage.
O único problema do jogo é que, bem, além dessas inovações não é possível enxergar muitas diferenças entre o novo título e o seu antecessor. O jogo é consistente e equilibrado, mas não foge das fórmulas que consagraram MK 9, certamente ele vai agradar ao público que gostou da última versão, apesar da falta de novidades mais consistentes.

Conversando com Hans Lo, o produtor do jogo

Uma das melhores coisas do Warner Summit é a oportunidade de conversar com os responsáveis pelas novidades apresentadas no evento. Representando Mortal Kombat X, temos Hans Lo, um dos produtores do jogo.
O jogo anterior trouxe uma nova vida para a franquia, chegando inclusive a ganhar público entre pro-gamers e competições. Mortal Kombat X pretende aumentar esta tendência?
Hans Lo: Acho que depois de MK 9 ficou claro para nós que, pela primeira vez, a comunidade de pro-gamers estava realmente empolgada com o nosso produto e nós queremos muito manter esse momento. Toda a ideia das variações e estilos diferentes foi criada com este grupo em pensamento, pois permite você customizar os seus lutadores para estilos que combinem melhor com a sua forma de jogar.
Ao mesmo tempo, nós não podemos nos abstrair muito, já que boa parte do nosso público é casual e seria muito negativo aliená-los colocando coisas complexas demais. O fato é, conforme nos aproximamos do fim de nosso ciclo de desenvolvimento, nós convidamos diferentes pro-gamers para jogar e testar o nosso jogo, nos ajudando a equilibrá-lo e torná-lo melhor para competições.
Sobre o Brasil, a versão de colecionador será lançada por aqui? Haverá o incentivo para eventos pro-gamers aqui no Brasil?
Hans Lo: Nós ainda não temos nenhuma informação sobre a edição de colecionador, então não posso falar muito sobre isso agora. O jogo sairá apenas em 2015 e este tópico ainda não está nos nossos planos.
Sobre o incentivo aos campeonatos no Brasil, isso é uma daquelas coisas que nós adoraríamos fazer. A questão mesmo são as pessoas que colocam os eventos em prática, se eles desejarem a nossa presença e dos nossos jogos, nós estaremos lá. Enfim, se houver interesse, nós estaremos mais do que felizes em ajudar.
O Mortal Kombat 9 tinha um grande número de personagens jogáveis, Mortal Kombat X conseguirá ser ainda maior do que o game antecessor?
Hans Lo: Nós ainda não fechamos completamente o nosso elenco, mas a ideia é ter pelo menos o mesmo número de personagens. Com nossa experiência com Mortal Kombat 9 e Injustice nós aprendemos que existe mais ou menos um número ideal que representa o equilíbrio certo para um elenco diverso, e é isso que estamos tentando buscar.
Algum personagem que era querido pelos fãs de MK4 ou outros jogos da franquia vai fazer um retorno em MK X?
Hans Lo: Eu não sei... Talvez? Vocês terão que esperar para ver (pela cara que ele fez quando fizemos a pergunta isso é definitivamente um sim).
Podemos esperar por personagens especiais na forma de DLCs? Como Freddy Krueger no game anterior?
Hans Lo: Todos os nossos planos de DLC para o MK9 funcionarão muito bem para nós, e isto é algo que nós realmente pretendemos manter para o futuro. Dito isso, é importante também afirmar que ainda não fechamos o elenco de personagens jogáveis em Mortal Kombat X, então ainda não começamos a pensar em um plano de DLC.
A Netherrealm pretende explorar algum outro gênero de jogos no futuro? Alguma coisa além dos games de luta?
Hans Lo: Bom, nosso foco agora está todo voltado para o Mortal Kombat X, no futuro, realmente eu não sei, mas com a aproximação de nossa data limite, abril de 2015, não temos como pensar em mais nada.

Naruto Shippuden: Ultimate Ninja Storm Revolution vai ganhar novos DLCs.

A ultima edição da tradicional revista de mangás japonesa, a Shonen Jump, revelou que a versão japonesa do jogo Naruto Shippuden: Ultimate Ninja Storm Revolution virá com dois novos sets de roupas como DLC.
O primeiro deles está sendo chamado de pacote de roupas de verão e será lançado no dia 25 de setembro com vestimentas novas para personagens como Sakura, Ino, Hinata e Tenten. O segundo pacote se chama Negócio DLC e trará ternos para Naruto, Sasuke, Shikamaru, Gaara, Sai e Minato.
Naruto Shippuden: Ultimate Ninja Storm Revolution será lançado por aqui no dia 16 de Setembro para PC, Xbox 360 and PS3. Estes DLCs ainda não foram anunciados para o ocidente.

O BJ conheceu um pouco mais do novo Batman Arkham Knight.

m dúvidas o jogo mais interessante demonstrado no Warner Summit, evento promocional de games para a imprensa, Batman: Arkham Knight é a prova definitiva que o Rocksteady studios realmente se tornou a maior referência para videogames baseados em HQs. O BJ teve a chance de conhecer um pouco melhor o jogo em um demo handsoff de cerca de 20 minutos, acompanhado de perto pelo gerente de marketing da desenvolvedora, Guy Perkins.
Primeiramente é importante dizer que o novo Batman é de muito longe o jogo mais bonito demonstrado até agora para a nova geração de consoles, os detalhes dos personagens, do cenário e a escala em geral, são todos de tirar o fôlego. Estamos em uma Gotham City muito maior e mais viva, e com a adição do Batmóvel, finalmente temos ruas e carros circulando por aí.
O novo jogo será totalmente localizado, com legendas e dublagem em português. O lançamento oficial no Brasil será no dia 05 de junho de 2015, três dias depois dele chegar nos Estados Unidos. Ainda não existe confirmação sobre quem irá trabalhar no jogo, mas acreditamos que a mesma equipe de dublagem de Arkham Origins deve ser chamada para o novo título do homem-morcego.

Vivendo sob a máscara

Se Arkham Asylum foi a primeira vez que o público pôde vivenciar a experiência de “ser o Batman”, esta é efetivamente a expressão que define o novo título. Da mesma forma, Gotham finalmente é trazida à vida de maneira digna, uma cidade gigantesca, com lojas, pessoas e carros pela rua.
No demo que tivemos a chance de assistir, Batman se encontra em uma fábrica onde o Espantalho está produzindo o seu gás venenoso. Gordon e o resto da GPD tem o local cercado, mas o Arkham Knight e seu exército aparecem e destroem a rodovia que leva a fábrica, além de garantir a segurança do local.
Com a ajuda do Batmóvel, o homem-morcego invade a fábrica destruindo efetivamente a porta do local, na verdade o carro é uma máquina de destruição em quatro rodas, praticamente imparável por qualquer obstáculo. Uma vez dentro dos portões da fábrica, o exército do Arkham Knight manda uma série de pequenos tanques de guerra para tentar deter o Batman, que responde entrando no modo de combate do carro, que possui diversas armas, como metralhadoras, mísseis e outras munições semelhantes.
Admito que isso me incomodou um pouco, Batman é conhecido por sua aversão a armas, e ver ele usando mísseis para explodir os tanques me soou muito pouco a cara dele. Um pouco mais tarde, o Guy Perkins me explicou que os tanques não são tripulados e que o Batman usa apenas munição não letal quando atinge diretamente os inimigos. Claro que isso não fica tão claro quando vemos o carro atirando nos oponentes, deixando-os permanentemente fora de combate.
O Batmóvel é uma extensão do seu corpo durante o jogo todo, e ao lutar ao lado do carro você pode controlar a ambos, utilizando as balas para incapacitar seus adversários enquanto luta com eles. Também percebemos que de maneira geral o Batman está ainda mais rápido e eficiente nesse jogo, com dezenas de novos takedowns. Por exemplo, agora já é possível usar o ambiente, como pernas de cadeira e outros objetos no local para derrubar os inimigos.
Em dado momento o Batman é cercado por uma pesada força armada liderada pelo misterioso Arkham Knight (que eu torço muito que não seja o Coringa disfarçado, ou o Jason Todd). Tudo parece perdido, mas o homem-morcego consegue controlar o Batmóvel remotamente, que acaba invadindo a cena e derrotando todo mundo antes que eles pudessem atirar.
A impressão geral do demo é que finalmente teremos uma evolução na série, tanto em termos visuais, quanto em termos de jogabilidade. Arkham City já era um jogo fenomenal, mas em alguns pontos era possível perceber que a fórmula deveria ser mudada para funcionar melhor. Ao que parece, é o que a RockSteady se propôs a fazer aqui, nossa única preocupação é que o jogo inteiro fique muito dependente do Batmóvel, o que não seria tão vantajoso.

Conversando com Guy Perkins

Além de acompanhar de perto um demo de Arkham Knight, o BJ também teve a chance de conversar com o gerente de Marketing da RockSteady, Guy Perkins, que fez a gentileza de nos responder algumas perguntas.
BJ: Podemos esperar a presença de outros personagens jogáveis neste título? Como Robin, Catwoman, Asa noturna e outros?
Guy Perkins: Bem nós já anunciamos que a Harley Queen será jogável para aqueles que comprarem o game em pre-order, e ela terá até mesmo missões no modo história. Também podemos confirmar que será possível jogar com o Red Hood (capuz vermelho, supostamente a primeira identidade do Coringa, depois assumida por Jason Todd). Não posso falar nada além disso, mas tenho que afirmar que o nosso foco atualmente será sempre no Batman.
BJ: Este é mesmo o fim da história contada pela Rocksteady, ou podemos esperar mais jogos do Batman produzidos por vocês?
Por enquanto só podemos afirmar que a Rocksteady se comprometeu sim a fazer uma trilogia, e a priori o nosso foco está todo em terminar Arkham Knight. Não há nesse momento um plano para jogos futuros, nossa meta é o término deste game.
BJ: O Batman acabou definindo de certa forma a carreira da sua desenvolvedora, com o fim da trilogia o que podemos esperar da Rocksteady que tipo de franquias ou gêneros vocês gostariam de explorar?
Guy Perkins: Todas essas perguntas agora estão em pausa, ainda temos 10 meses para terminar o nosso maior trabalho até agora e ninguém realmente está se dando o luxo de pensar no futuro. Se você nos perguntar em um ano, eu tenho certeza que poderemos te dar uma resposta bem mais sólida.
BJ: Quais foram as maiores influências, em termos de autores, para as versões do Batman criadas por vocês?
Guy Perkins: Os jogos em sua maioria foram escritos e supervisionados pelo Paul Dini, mas em geral, eu gosto de pensar que nós não levamos em conta apenas o universo do Homem-morcego, utilizando influências de todo universo DC. Ainda assim, eu devo dizer que estamos sempre interessados em criar as nossas próprias histórias.
Este certamente foi um dos diferenciais quando nos propusemos a fazer Arkham Asylum, que não é apenas um bom jogo, mas uma boa história do Batman. Nosso trabalho nunca foi listar nossas principais histórias que nos serviram como fonte de inspiração, mas tentar descobrir que elementos são necessários para se criar uma boa narrativa sobre o Batman.
Com Arkham Knight o nosso lema é “Be the Batman” (seja o Batman), isto é, se sentir que você realmente pode vestir a máscara desse personagem e ter uma experiência incrível com isso, afinal, ele é um personagem absolutamente fantástico.
BJ: No demo você explicou que esta será a primeira experiência real de Gotham como uma cidade viva na tela dos videogames. No jogo anterior, Arkham Origins, uma outra parte da cidade foi adicionada ao mapa, vocês vão levar estes novos elementos em consideração. O que você tem a dizer sobre a Gotham de Arkham Knight?
Guy Perkins: A cidade de Gotham que nós construímos para Arkham Knight é pelo menos cinco vezes maior do que a versão de Arkham City. De certa maneira, vemos que tudo aqui é um reflexo do que aconteceu na cidade desde o último jogo onde um pedaço da mesma foi transformado em um presídio. Todo o processo de reconstrução está em andamento, já que o novo game está situado 12 meses depois de seu antecessor.
Existem vários lugares que você será capaz de reconhecer, mas muita coisa está transformada. Nós não queremos estragar as surpresas sobre a aparência da cidade, mas podemos prometer que ela estará mais incrível do que nunca.
BJ: Vocês poderiam nos antecipar alguma coisa sobre os planos de DLC do novo Batman?
Guy Perkins: Nós ainda não podemos falar sobre nada que ainda não foi anunciado. Até o momento temos Harley Queen, Red Hood, o Nightmare Pack do Espantalho que será exclusivo de PlayStation e um primeiro pacote de uniformes para o Batman que são baseados no New 52 da DC e que virá junto com a edição para colecionadores.
O demo do jogo foi todo rodado em um PS4. Batman: Arkham Knight será lançado no dia 5 de junho de 2015 para Xbox One, PC e PS4.

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