Análise de Dark Souls 2 + Sua DLC Crown of the Old Iron King.

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Análise: Dark Souls II

·         PONTOS POSITIVOS
Ambientação
Construção de personagem
Combate e exploração
Multiplayer
Desafio adicional

·         PONTOS NEGATIVOS
Não é tão bonito quanto prometido
Sem legendas em português

CONSIDERAÇÕES

"Dark Souls II" preserva o espirito desafiador e o estilo do game anterior, mas traz diversas melhorias que tornam os sistemas e mecânicas de jogo mais claras para o usuário. Alguns elementos, como a cidade de Majula, tornam o gerenciamento do personagem uma atividade mais fácil, não por simplificar ou tornar a evolução mais rápida, mas simplesmente por concentrar os personagens necessários para isso em um só lugar - e mesmo isso depende do jogador.

O combate parece o mesmo de sempre, mas há mudanças importantes e os jogadores veteranos do "Dark Souls" original precisarão se acostumar com os novos movimentos e quadros de animação. Além disso, há mais atributos que desempenham papéis vitais no campo de batalha - e assim, a evolução exige construções de personagem distintas.

Mais do que ser um jogo difícil ou sádico, "Dark Souls II" é um game que respeita a capacidade do jogador em explorar e descobrir os segredos por trás das ruínas, cavernas e vales sombrios apinhados de mortos-vivos e coisas piores. Seja com a ajuda de guias e Wikis online ou através da tentativa e erro, "Dark Souls II" é sobre explorar, descobrir e principalmente, prevalecer sobre os desafios que o jogo oferece
.

 INTRODUÇÃO

"Dark Souls II" segue a linha dos RPGs da japonesa From Software, como os anteriores "Dark Souls" e "Demon`s Souls". A experiência é bastante focada na exploração, experimentação e combates intensos. Qualquer criatura, por mais insignificante que pareça, pode matar o seu personagem. E vai, se você der bobeira.

É um jogo bastante diferente da maioria dos títulos atuais, que costumam segurar você pela mão e apontar para tudo o que ele precisa ver e saber. A cada morte em "Dark Souls II", um jogador dedicado aprende um pouco mais. Aprende onde estão os inimigos, seus movimentos e armadilhas. O jogo parece difícil, mas não é injusto: todas as mortes são culpa do jogador.

Por isso, quando você triunfa em "Dark Souls II", a satisfação da vitória é muito maior do que em outros jogos atuais.

PONTOS POSITIVOS
§  Ambientação
"Dark Souls II" segue a jornada de um morto-vivo em busca de uma cura para a sua maldição, ao menos no começo. A trama se desdobra em eventos maiores, mas é preciso muita atenção pois pouca coisa é explicada ou mesmo dita para o jogador durante a aventura. Descobrir o que está acontecendo e compreender as consequências dos seus atos é parte da experiência - e aí, para muitos jogadores brasileiros, fazem falta as legendas em português.

O jogo não tem ligação direta com o primeiro "Dark Souls", mas se passa no mesmo mundo. A história acontece na sombria Drangleic, uma terra devastada cheia de segredos e perigos mortais, onde humanos, dragões e gigantes lutaram por eras, em um ciclo que parece não ter fim.

As áreas que você visita são sempre chamativas e cheias de personalidade, com construções, geografia e vegetação bem diferenciadas. Cada região de Drangleic traz novos desafios, criaturas e inimigos, assim como uma cota generosa de tesouros e mistérios para quem ousar procurar.

"Dark Souls II" é um jogo de mundo aberto, sem nenhuma restrição para a exploração além da habilidade do jogador e o poderio do personagem. As fogueiras facilitam o ir e vir pelo mundo e incentivam a exploração, uma vez que agora o teleporte entre elas é liberado desde o começo - basta você acender uma fogueira para incluir aquele ponto na lista de locais acessíveis.

A ambientação, seja pela trama enigmática ou pelos cenários bem desenvolvidos, instiga o jogador a explorar o mundo e buscar formas de acessar lugares difíceis, como o enorme poço no meio de Majula, a cidade inicial que serve como ‘hub' para o jogador. É uma descida difícil e que exige um item específico para evitar a morte, mas boas recompensas esperam no fundo do poço.
§  Construção de personagem

Em "Dark Souls II", dominar o sistema de combate, compreender os atributos do personagem e determinar os melhores itens e equipamentos para seu estilo de jogo são tarefas complexas, que podem tomar um bom tempo - dentro e fora do game. No começo, você precisa escolher uma classe, em um espectro que vai dos tradicionais guerreiro e feiticeiro até alternativas exóticas, como um personagem que começa apenas com a roupa de baixo e mais nada.

Depois de algumas sessões com o game, você percebe que a classe inicial determina apenas um modelo básico para os atributos e qual equipamento você carrega no começo do jogo. Daí em diante, o personagem pode ser moldado conforme o estilo do jogador. É fácil definir novos pontos fortes com o sistema de distribuição de pontos através das Almas (que são coletadas de inimigos e servem como moeda para tudo no game, desde consertar armas e comprar poções até evoluir o protagonista).

A adição do item Soul Vessel permite aos jogadores experimentarem modelos diferentes para seus personagens e, caso, se arrependam, podem conseguir os pontos de volta e distribuir de forma mais adequada, sem precisar jogar o personagem fora e começar um game novo. Vale observar, esses são itens raros e sua utilização não pode ser leviana.
§  Combate e exploração

Veteranos de "Dark Souls" perceberão que a essência do combate aqui é a mesma do jogo anterior: são os mesmos botões para golpear, bloquear e esquivar. Atacar por trás ainda é a opção mais efetiva, embora agora seja mais difícil de executar.

Os movimentos de combate dependem da barra de Vigor, o que impede os jogadores mais acostumados com RPGs de ação ao estilo "Diablo" de simplesmente esmagar botões rumo ao triunfo. É preciso pensar cada golpe, rolar na hora certa, calcular se o bloqueio é uma boa alternativa contra a pancada inimiga. Mesmo o rolamento já não garante invulnerabilidade. Cada luta em "Dark Souls II" é um combate pela vida.

"Dark Souls II" tem muitas áreas cheias de segredos, guardados por perigos terríveis e nem sempre acompanhados por tesouros valiosos. O jogo não segura a sua mão nem mostra em destaque para onde ir ao chegar em um novo local. Aqui, a curiosidade é atiçada, mas deve ser sempre acompanhada pela cautela. O mesmo vale para o enredo: muitas histórias podem ser descobertas conforme se conversa quatro, cinco vezes com o mesmo NPC. Outras, são sugeridas pelos personagens e pela ambientação.

Você pode optar por desvendar os mistérios e masmorras de "Dark Souls II" sozinho, na raça, explorando, morrendo e voltando para uma nova tentativa. Ou pode dedicar parte do seu tempo fora do game estudando as Wikis e participando de fóruns de discussão. Tomar notas sobre o que vai encontrar pela frente não é uma trapaça menor. De fato, essa colaboração fora do game é uma das coisas mais divertidas sobre "Dark Souls II": você se sente parte de uma fraternidade mística, que conhece aquelas palavras secretas e símbolos mágicos. A sociedade dos jogadores verdadeiramente "hardcore".
§  Multiplayer

"Dark Souls II" pode ser enfrentado sozinho do começo ao fim, mas fica um pouco mais fácil com a ajuda de outros jogadores em modo cooperativo (ou mais difícil quando outros jogadores substituem inimigos comuns).

O multiplayer foi muito bem aprimorado em "Dark Souls II", com diversos Covenants para se afiliar e vantagens mais claras para o jogador. Seguem presentes as mensagens de ajuda e as poças de sangue que informam o triste fim de aventureiros azarados (e servem como aviso para o jogador).

A principal vantagem de ter seu personagem vivo em "Dark Souls II" está, de fato, no multiplayer: apenas heróis vivos podem invocar outros jogadores para ajudá-los em batalhas contra os chefões, por exemplo. Como morto-vivo, você pode ser invocado para o jogo de outra pessoa e, após algumas partidas ajudando um aventureiro em co-op, seu personagem recupera a humanidade perdida.
§  Desafio adicional

Ainda que seja algo abstrato e complexo de medir, a dificuldade básica de “Dark Souls II” segue o nível estabelecido no jogo anterior. Porém, com um tutorial mais amplo e melhor elaborado, o jogador novato consegue assimilar mecânicas de jogo importantes antes de enfrentar os perigos de Drangleic. A impressão que fica é que “Dark Souls II” não é difícil; o jogador só não pode ficar de bobeira.

Para os veteranos calejados, há várias formas de aumentar a dificuldade e o desafio de “Dark Souls II”, com itens especiais para usar nas fogueiras e a afiliação com certos Covenants. Jogar totalmente offline é uma alternativa, mas elimina também as emocionantes lutas contra jogadores invasores.

Para completar, há opções de New Game+ (e depois, New Game++) que permite começar tudo de novo mantendo os níveis, almas e atributos, assim como o equipamento conquistado - com exceção de alguns itens, como chaves e o King's Ring, por exemplo.

PONTOS NEGATIVOS
§  Não é tão bonito quanto prometido

"Dark Souls II" está longe de ser um jogo feio. As várias áreas que compõem o game são muito bem feitas e algumas apresentam paisagens incríveis. O estilo visual macabro dos personagens enriquece muito a experiência e a imersão, oferecendo um mundo onde mesmo um simples NPC, como uma vendedora que carrega vários cacarecos, se torna memorável.

Mas a verdade é que as versões preliminares exibidas para a imprensa - e eu tive a oportunidade de ver várias delas, desde a primeira apresentação do jogo, no começo de 2013 - eram mais bonitas, com texturas superiores e melhores efeitos de iluminação.

O segredo parece ser simples: as demonstrações foram exibidas com o game no PC, que foi desde o começo, a principal plataforma para a qual "Dark Souls II" estava em desenvolvimento. Curiosamente, é a edição que chegará ao mercado por último, no final de abril.
§  Sem legendas em português

"Dark Souls II" deveria ter legendas em português. Isso não é uma reclamação, mas um fato. O suporte ao nosso idioma foi anunciado meses antes do lançamento, por Denny Chiu, gerente sênior de marketing da Bandai Namco. Mas quando o game saiu, nem sinal das prometidas legendas. Segundo a distribuidora EcoGames, o jogo vai receber as legendas em português através de uma atualização gratuita por download. Até a publicação desta análise, porém, o idioma não estava disponível.

Sua DLCs
É do conhecimento de todos que adoro Dark Souls e gosto dos dois jogos de forma igual, mas seDark Souls era uma aventura num espaço interligado, Dark Souls 2 é muito mais focado em distância fragmentada.
Depois de um primeiro DLC bem sucedido, mas de certa forma abaixo da qualidade exigida, chega agora Dark Souls 2: Crown of the Old Iron King, que mistura o melhor do primeiro jogo com os sistemas de Dark Souls 2 e a crueldade típica da saga. O resultado é altamente positivo.
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Depois de Crown of the Sunken King que nos levava até um templo subterrâneo, Dark Souls 2: Crown of the Old Iron King abre mais a vista em distância, tendo lugar numa fortaleza construída no topo de uns penhascos. Este cenário tem uma vista fantástica e ainda é bastante grande, algo que se percebe quando se passa entre as correntes gigantes suspensas que unem cada uma das montanhas.
A verticalidade é rainha e senhora aqui e aquele medo de cair está quase sempre presente, os cenários englobam várias camadas e pisos e felizmente, explorar tudo demora bem mais tempo do que no primeiro DLC, aliás Dark Souls 2: Crown of the Old Iron King é claramente mais difícil e implacável e se morri poucas vezes no primeiro, aqui tive mesmo alguns momentos de pura frustração com grandes tareias e erros que cometi.
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Alguns dos novos inimigos requerem N estratégias para serem derrotados e a maioria delas é inédita, como homens bomba que fogem da personagem, colossos que deitam lava pelos ombros ou uns magos eléctricos que se tornaram um dos meus maiores inimigos nesta edição. Aliás, nunca senti necessidade de usar arco e flecha em todo o Dark Souls e aqui teve mesmo de ser.
O desafio e coisas para fazer é ainda melhor e parece que são que são em maior número. Há muitos corredores, portas e mistérios que podem passar ao lado sem dar por isso e certas zonas não obrigatórias escondem algumas armas de qualidade.
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Tal como o anterior, o cenário de Dark Souls 2: Crown of the Old Iron King conta a sua história através de acontecimentos e inimigos que vão surgindo. No geral, o trabalho foi bem feito e olhar para a fortaleza ou para o horizonte é massivo, algo que por vezes ataca um pouco a fluidez, mas nada de grave ou que estrague o jogo. O design dos novos inimigos também é excelente e bastante variado.
Quanto ao online, ao contrário de Sunken King, este é bem mais complicado e dei por mim a morrer em grupo bem mais do que estaria à espera, especialmente contra o malfadado penúltimo boss.
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Dark Souls 2: Crown of the Old Iron King é o DLC que é mais Dark Souls que Dark Souls. É um DLC difícil, vasto e recheado de momentos de pressão com caminhos alternativos e muito para entreter. Se o primeiro DLC foi um aquecimento, este foi o conteúdo para o qual se treinou. Boas expectativas sem dúvida para o próximo.
Positivo:
  • Cenário em verticalidade opressivo
  • Bem mais desafiante
  • Longo e com caminhos opcionais
  • Ambiente e inimigos
  • Regresso ao modelo amplo interligado do primeiro jogo
Negativo:
  • Quebra de frames em zonas mais abertas

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