ZGB Start: 9 vilões de games que se tornarão mocinhos / Chega de jogo capado no PS3 e Xbox 360

9 vilões de games que se transformaram em mocinhos.

Tipicamente, um vilão é vilão até os ossos. É o sujeito que simplesmente se foca em tudo o que é ruim e desprezível, minando as esperanças e o contentamento alheios unicamente para poder “zoar” tudo — coroando o caos com uma bela risada macabra, naturalmente. Alguns deles, entretanto, têm suas recaídas.
E não faltam exemplos, na verdade. O espinhoso Knuckcles, por exemplo, teve sua entrada apoteótica nos jogos do Sonic chutando as partes baixas do bom ouriço, unicamente para se juntar à “causa” das esmeraldas pouco depois. Já a maquiavélica GLaDOS, após um início como antagonista, acaba por alterar ligeiramente as perspectivas no segundo título.
Mas há casos que beiram o absurdamente improvável, é verdade. Quer dizer, você sabia que o eterno vilão Bowser já lutou ao lado dos irmãos Mario em mais de uma ocasião? Isso bem poderia abalar a fama de “mau”, é verdade. Além destes, entretanto, há também aqueles sujeitos que são mais opositores do que caricaturas vis e desprezíveis — apenas estão do lado oposto da guerra e, eventualmente, acabam por juntar forças.
Enfim, os exemplos certamente são muitos. Mas vale a pena dar uma olhada nos nove abaixo. Mas vale o aviso: há um número bem considerável de SPOILERS. Siga por sua própria conta e risco.

Knuckles (Sonic The Hedgehog 3)

Quem jogou Sonic The Hedgehog 3 talvez ainda se lembre do início. Após frustrar os planos do Dr. Ivo “Eggman” Robotnik envolvendo sua terrível instalação militar espacial — o “Death Egg” —, o herói volta para a terra, ainda transformado em Super Sonic por conta do poder das esmeraldas. Ao chegar aqui, entretanto, ele é surpreendido pelo espinhoso Knuckles, que acaba surrupiando novamente as joias.
No fim das contas, entretanto, ocorria era o sujeitinho era manipulado pelo ego maligno do Eggman. Esclarecida a divergência, Sonic acabou por ganhar um novo aliado — para os bons e maus momentos, conforme os anos seguintes deixaram claro.

GLaDOS (Portal 2)

Sim, é verdade que no primeiro Portal não havia muita margem para dúvida: GLaDOS era simplesmente o computador “pragmático” que mantinha o controle sobre o imenso complexo destinado a ratos de laboratório — entre os quais o seu herói era, de fato, apenas mais um.
Mas as coisas mudaram consideravelmente no segundo título. Ali GLaDOS já contava com a ameaça em potencial do robô Wheatley. Ao final, bastou um episódio um tanto traumático para que a poderosa inteligência artificial colaborasse com o protagonista, Chell, a fim de enviar o inimigo em comum para bem longe.

King Dedede (Kirby)

É verdade que não há uma grande riqueza em termos de trama na série Kirby. Entretanto, mesmo as historietas da bolota rosa da Nintendo trazem consigo algumas reviravoltas curiosas. O rei Dedede, por exemplo. De pedra no sapato incondicional, o sujeito passa a ajudar o herói em Kirby 64: The Crystal Shard. Além disso, ele se torna um personagem jogável em Return to Dreamland — devidamente armado com um martelo.

Cranky Kong (Donkey Kong)

Talvez você não saiba, mas o macaco venerável que aparece no primeiro Donkey Kong possui um passado que bem poderia condená-lo. Trata-se, afinal, do terrível gorila que apartou o encanador de seu primeiro amor, Pauline, a qual era mantida cativa no topo de um edifício em construção. Curiosamente, entretanto, a moça foi esquecida pelo herói pouco tempo depois, já que Mario encontrou um novo amor. Coisas da vida.

Cecil Harvey (Final Fantasy IV)

O protagonista de Final Fantasy IV é o único a trocar de classe durante o jogo — o que também representou um retorno ao lado luminoso da força. Inicialmente um Dark Knight, o temível capitão dos Red Wings, Cecil lidera o ataque à cidade de Mist — ataque que acaba por deixar orfã a summoner (invocadora) Rydia, que acaba se juntando posteriormente ao personagem. Ao final, o que resta é um paladino lutando ao lado do Bem.

Revan (Star Wars: Knights of the Old Republic)

Revan é um sujeito que acabou se tornando “mocinho” a despeito da sua vontade própria. O sujeito era inicialmente um Lord Sith. Ao ser derrotado por um Jedi, entretanto, o sujeito acabou perdendo a memória — tornando-se espontaneamente um adepto da causa das boas pessoas da República, que lhe salvaram a vida.
Seja como for, a verdade sobre suas origens acaba aparecendo posteriormente em um confronto com seu aprendiz, Darth Malak. Mas aí as boas intenções já haviam se entranhado nele, ao que parece. Revan derrota seu antigo aprendiz e é condecorado “Cavaleiro Pródigo”.

Magus (Chrono Trigger)

Estritamente falando, Magus jamais foi realmente um vilão em Chrono Trigger. De fato, o feiticeiro acaba levando a culpa pela tentativa de destruir o mundo logo no início da história. Entretanto, quando Crono viaja no tempo para, supostamente, impedir Magus de invocar o devorador Lavos, a equipe acaba descobrindo de um jeito um tanto insólito que, no fim das contas, todos tem um objetivo em comum: destruir Lavos.
E nada de rancores, aparentemente. Afinal, mesmo Frog — transformado em anfíbio humanoide pelo mago — não foi propriamente resistente ao juntar forças com Magus.

The Arbiter (Halo 2)

Depois de falhar em sua missão de ceifar a vida do icônico Master Chief em Halo: Combat Evolved, um dos famigerados membros dos Convenant Elites acaba por ser enviado em uma missão suicida contra o herói. Não apenas isso, mas o sujeito se torna um dos personagens controlados pelo jogador.
Após algum tempo seguindo caminhos próprios, ambos acabam por se dar conta de que combatem uma ameaça em comum: os terríveis organismos “devoradores de vidas conscientes galáxia afora” conhecidos como Flood. Ademais, já um tanto descontente com o derramamento de sangue dos Convenant, o Arbiter acaba por ajudar a UNSC.

Loghain Mac Tir (Dragon Age)

Eis aqui um sujeito que não exatamente se tornou “Bom”, mas apenas trocou de lado. Ou, mais especificamente, reendereçou seus esforços pelo seu amado Reino — em nome do qual ele abandonou o rei em meio a uma batalha, ordenou os assassinatos dos Wardens e permitiu que elfos fossem vendidos como escravos. E isso tudo unicamente porque ele não confiava em mais ninguém para salvar Ferelden.
Não obstante, caso seja derrotado pela equipe do seu herói, Loghain se torna bastante grato caso sua vida seja poupada. Na verdade, ele pode até mesmo dar a própria vida pelos Grey Wardens quando a ocasião exigir — particularmente, na temível bagalha contra Archdemon, conduzindo, naturalmente, à salvação do planeta. De quebra, o sujeito ainda consegue recuperar o seu bom nome no Reino.

Chega de jogo capado: PS3 e Xbox 360 devem se aposentar até começo de 2016

Dizem que ano de número ímpar costuma ser “melhor”. Se há alguma razão ou teoria por trás disso, ninguém sabe, mas o fato é que a temporada vai marcar um importante período para a indústria de video games. Estamos no segundo ano do ciclo de vida da dita “nova geração”, composta, majoritariamente, por PS4 e Xbox One – o Wii U segue um caminho próprio e está deliberadamente fora dessa disputa.
O período de transição costuma ser naturalmente lento. Eu mesmo, desde o começo, não apostei que 2014 seria um grande ano para os games – mas importantíssimo para a indústria, principalmente o Brasil, que está aquecido no segmento – justamente pelo fato de a nova geração ser ainda muito recente. Jogos exclusivos para PS4 e Xbox One ainda estão escassos, e as adaptações multiplataforma ou ficam capadas ou não têm a mesma “lapa” daqueles que só saem para os novos consoles (e o PC).
Vide títulos como Watch DogsFar Cry 4Evil WithinMiddle-earth: Shadow of Mordor e tantos, tantos outros. Shadow of Mordor é especialmente marcante! Mas só no PS4 e Xbox One. Tanto que o game da Warner Bros. chegou ao PS3 e Xbox 360 meses após ter sido lançado na nova geração. Basicamente, o que temos agora são portes. Os jogos são desenvolvidos para as novas arquiteturas e posteriormente portados para as velhas – daí o “capado” que estampa o título desta matéria.

Portes, portes e poucas iniciativas interessantes

É curioso ver que uma ou outra publisher ainda resguarda na manga algumas iniciativas válidas para dar sobrevida à velha geração. A Ubisoft, por exemplo, lançou Assassin’s Creed: Rogue só para a velha geração. Por mais que o game esteja sujeito ao porte a novas plataformas no futuro, ele foi concebido como um “brinde” aos jogadores que prezam por suas queridas plataformas da geração passada.
O panorama deste ano, por exemplo, é um dos mais promissores dos últimos tempos. O lançamento de sequências aguardadíssimas e o nascimento de IPs inéditas vão abarrotar a temporada. Tudo o que foi prometido em 2014 chega agora em 2015. Mas e a velha geração?
Games como Halo 5: GuardiansUncharted 4: A Thief’s EndRise of the Tomb RaiderQuantum BreakThe Order: 1886BloodborneBatman: Arkham KnightThe Witcher 3, entre tantos outros, não vão dar espaço para que títulos “menores” como Yakuza 5 e Tales of Zestiria, ambos exclusivos para PS3 e cujo público é bem seleto. São jogos do nicho oriental que chegarão ao ocidente este ano. Yakuza 5, por exemplo, foi lançado em 2012 no Japão.
O Xbox 360 segue ainda mais apagado. A Microsoft dá fôlego ao console através de ofertas interessantes e jogos gratuitos na Games with Gold, mas convenhamos: não há um exclusivo de peso para a plataforma faz tempo. O último, e do qual muitos preferem não se lembrar tanto, foiGears of War: Judgment, pouco memorável.

O “truque” das remasterizações

As remasterizações e remakes estão na crista da onda faz tempo. As publishers descobriram que a técnica, apesar de caça-níqueis, funciona. Talvez não de forma tão eficiente para a indústria, mas absolutamente eficaz aos jogadores, que consomem esses produtos.
O fato é que há dois ângulos dessa perspectiva: um é justamente o caráter de lucro que o negócio tem, e o outro é oferecer aos usuários a possibilidade de experimentarem um game que não tenham jogado ainda, reformulado e repaginado. Para um lado ou para outro, o macete só serve para “enfraquecer” o PS3 e o Xbox 360.
Ora, se existem games como The Last of Us RemasteredTomb Raider: Definitive EditionSleeping Dogs: Definitive EditionMetro: ReduxHalo: The Master Chief Collection (Halo 3 e 4 são do Xbox 360), o vindouro DmC remasterizado, entre tantos outros, quem vai querer jogar tais títulos em suas plataformas antigas? É nesse ponto que o macete desvaloriza a velha geração. E isso é só o começo. Como as publishers viram que a técnica funciona, podem esperar por muito mais. God of War, a trilogia Gears of War, a trilogia Uncharted no PS3... Nada impede que tudo isso seja relançado.

Multiplataforma: alcance maior de público, mas qualidade deteriorada

Conforme mencionado, o horizonte de 2015 é longo e tem um forte caráter multiplataforma. Games como Mortal Kombat XResident Evil: Revelations 2Resident Evil HD RemasterMetal Gear Solid 5: The Phantom Pain, entre outros, chegarão ao PS3 e Xbox 360. Mas... Será que precisariam mesmo?
Dying Light, por exemplo, foi recentemente cancelado nas duas plataformas. A Techland disse que “simplesmente não estava dando”. Será que isso não mostra que, bom, já deu? Desenvolver um projeto exclusivamente para PS3 e Xbox 360 funciona, mas “capar” o jogo só para que ele esteja em um número maior de plataformas definitivamente não.
O mesmo serve para The Witcher 3. Para quem não sabe, lá no começo, nos primórdios de seu desenvolvimento, ele havia sido concebido para todas as plataformas. Mas a CD Projekt Red também viu que “não dá” e, sem pestanejar, cravou o game para PS4, Xbox One e PC somente.

PS3 e Xbox 360: quando se aposentam? Opine abaixo

Claro que essas são apenas algumas reflexões sobre a atual posição dos consoles no mercado e uma breve espiada no futuro. Quem já tem um PS3 e um Xbox 360 está muitíssimo bem servido com uma vasta biblioteca a ser explorada. Mas quem ainda “acha cedo” comprar um PS4 ou Xbox One já morde a língua, pois seus antecessores devem assumir a aposentadoria no final deste ano ou no máximo começo de 2016.
Alguns títulos multiplataforma, principalmente os esportivos, mantêm a tradição e aguentam mais tempo. Os games com selo EA Sports, por exemplo, sobrevivem pelo menos uns três, quatro anos após o lançamento de novas plataformas. Mas o fato é que a tecnologia, vista tal como está, avança na velocidade da luz e não dá espaço para “caridades”. Hoje, um jogo multiplataforma pode ser visto como capado. Muitos torcem o nariz, e isso é natural.
Tanto PS3 quanto Xbox 360 estão perto de completar 10 anos. O tempo médio de um console é seis anos. Portanto, a aposentadoria, se pararmos para refletir, não veio tão cedo.
O que você acha disso tudo? Não deixe de dividir seu pensamento conosco nos comentários abaixo.
Fontes: Baixaki Jogos

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